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Archive for junho 2011

Solidariedade a Antonio Bertolucci

Toda a solidariedade ao ciclista Antonio Bertolucci que foi morto quando atropelado por um ônibus no dia 13 de junho em São Paulo.

O motorista alega que não viu Antonio, que ele estava no ponto cego do ônibus. Mas isso só acontece porque a cultura do carro permite que umx motorista não zele realmente pelxs demais. O ônibus atropelou Antônio por trás. Sendo assim em algum momento da aproximação do ônibus com o ciclista, o motorista teria que tê-lo visto e então desviado com distância segura ou esperado até que existisse segurança para ultrapassá-lo. Se não o viu em nenhum momento é porque não teve o cuidado necessário que requer a utilização de um automóvel.

A indiferença de motoristas a pedestres e ciclistas é diária. É bastante preocupante saber que as pessoas por um segundo, por pressa, por uma vontade de estar na frente ou chegar primeiro, passem por cima literalmente das outras pessoas, de suas vidas. E muitas vezes o que vemos não é indiferença, e sim raiva.

Todos os dias enfrentamos dificuldades na ruas e temos que lutar por espaço, para que respeitem nosso direito de estarmos ali de bicicleta. Muitxs motoristas buzinam sugerindo que temos que sair da frente, pois pensam de fato que estamos no lugar errado. Pensam também que estamos ‘atravancando’ a passagem delxs. A todo momento os carros tiram fininho de nós, nos colocando em perigo. Mas não passa pela cabeça destas pessoas que elas não são as únicas que estão indo e vindo? É uma questão de classe. O modal aceito é o carro,quanto a isso não há dúvida. Qualquer outro modal é marginalizado e deve ser confrontado até que saiba “qual é o seu lugar”. Que lugar seria esse?

E quando quem está de bike se depara com varios carros parados? Isso é muito comum!!! Os engarrafamentos são constantes! então nem está correta a lógica de que carro é sempre mais rápido e eficiente.

Xs catadorxs são também constantemente desrespeitadxs e xingadxs nas ruas, porque “não deveriam estar lá” e obrigam que xs motoristas reduzam a velocidade. Mas elxs estão ali porque precisam, porque estão sobrevivendo desta forma. Felizmente o carrinho dos catadorxs lhes protege um pouco mais, principalmente porque xs motoristas não querem estragar a lataria de seus carros.

Xs pedestres também são constantemente desrespeitadxs e sofrem constante perigo. Infelizmente xs pedestrxs em sua maioria, por razão da cultura do carro, já se conformaram e não é a toa que xs vemos correndo ao atravessarem faixas de pedestres por exemplo, mesmo que isso seja de direito! O carro está em primeiro lugar, é considerado prioridade. Uma pessoa dentro de um carro é mais importante que as demais e merece que todxs dêem licença a ela. O trânsito deve ser rápido, o fluxo nunca deve parar, talvez seja por isso que vemos fiscais fazendo vista grossa quando um carro avança sobre pedestres ou mesmo passa sinal fechado. Se não resultou em acidente, ufa! Aliviou o fluxo, maravilha!

Mas o transito é caótico pela quantidade absurda de carros nas ruas! São os carros que trancam as ruas, os cruzamentos, e que tornam o trânsito lento. “Trânsito” é sinônimo de tráfego de carros…tem alguma coisa errada aí…pois as pessoas estão também transitando de outras formas.

Neste “trânsito”, são os carros que matam!

É a cultura do carro que está matando pessoas todos os dias!

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Massa Crítica e fim de semana Intergaláctico

Nesta sexta (24) acontece a Massa Critica de junho que será uma massa especial! Vai ser a abertura do 1º Festival Intergaláctico da Bicicleta, que ocorrerá durante todo o fim de semana. Chegue cedo para decidirmos juntxs qual rota nossa frota intergaláctica irá tomar! Venha fantasiadx na sua nave à propulsão humana ou alienigena!

Confira a programação completa do festival em http://fibici.wordpress.com/

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Vencendo a Cidade

Na última sexta, 03 de junho, rolou a primeira alleycat de Porto Alegre. Alleycats são corridas informais em meio ao trânsito da cidade, passando por alguns pontos pré-definidos. O trajeto a ser percorrido para passar por estes pontos fica a critério dx participante. É uma corrida de pique, navegação nas ruas e ousadia. A ênfase não está na vitória, mas em retomarmos o espaço público para diversão.

Para que essa corrida acontecesse, bastou vontade e envolvimento de todxs: organizadorxs, xs amigxs que cuidaram dos checkpoints, xs que fizeram fotos e vídeos, e xs nossxs destemidxs competidorxs. O vento frio da noite não foi impedimento para que a corrida fosse um sucesso: 26 pessoas correram e outras 16 garatiram que tudo desse certo.

Vale lembrar que esta alleycat foi realizada de forma independente, no espírito de faça-você-mesmx!Confira a colocação dxs corredorxs:

#1. Guilherme ‘Palito’ Schubert – 20:38
#2. Suryan Cury – 20:43
#3. Camilo Pacheco – 22:07
#4. Diego de Lima – 22:40
#5. André Mancuso – 23:35
#6. Eduardo Iglesias – 24:48
#7. Aline Rodrigues – 26:28
#8. Cadu Carvalho – 26:47
#9. Ricardo Ambus – 27:05
#10. Greg Kuhn – 27:15
#11. Daniel Machado – 31:02
#12. Antônio Sandri – 31:30
#13. Ricardo Weiler – 31:42
#14. Aislan Diego Polla – 32:06
#15. Lívia Biasotto – 32:20
#16. Patrícia Kapla – 33:00
-ghost racer- 34:00
#17. Marly Maravalhas – 36:45
#18. Franco Scandolo – 40:07
#19. Marcos Rodrigues (dois pneus furados) – 46:13
#20. Raoni Ceccim – 50:01
DESCLASSIFICADXS
Marcus Vinicius Simioni (foi pra casa)
Igor Symanski (foi pra balada)
Aline Brandão (perdeu um checkpoint)
Mário Terrazas (perdeu o manifesto)
Douglas Coelho (perdeu o manifesto e achou depois)

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Primeira Alleycat de PoA!