“Replicar: Um Estuprador em Teu Caminho”

intervenção em Santiago no Chile

“Un violador en tu camino” é uma intervenção criada e performada pela primeira vez por feministas de Valparaíso no Chile, para denunciar a violência contra as mulheres. A intervenção foi escrita e elaborada pelo coletivo feminista “Lastesis”, que tem como objetivo transformar as teses feministas em performances, e com isso abranger mais pessoas. No dia 25 de novembro, Dia Pela Não Violência Contra a Mulher, 2000 mulheres se reuniram para protestar na capital de Santiago com esta intervenção. Em poucos dias a intervenção foi traduzida em várias línguas, adaptada aos contextos locais, e repetida em diversas partes do mundo, como no México, Alemanha, Colômbia, Argentina, Bélgica, Inglaterra, França, Espanha, El Salvador, Estados Unidos, Paraguai, República Dominicana, e Uruguai. A razão por ter se se espalhado prontamente com tanta intensidade ao redor do mundo, é porque todas nós mulheres nos identificamos com o que retrata a performance, pois mostra a realidade das violências específicas contra nós. “No caminho” de casa, do trabalho ou escola, no transporte coletivo, nas ruas movimentadas ou afastadas, numa balada, e mesmo dentro de casa, nós mulheres somos constantemente ameaçadas com a violência dos homens.

Os protestos feministas pelo fim da violência contra às mulheres, acontecem no Chile no meio das manifestações contra o presidente, que duram mais de um mês. Já foram contabilizadas quase 3 mil pessoas feridas e 23 mortos. “Un violador en tu camino” é um verso criado em cima do slogan policial chileno“Un amigo en tu camino”. Em outubro, feministas denunciaram estupros e violências sexuais cometidas por policiais e militares contra meninas e mulheres que estavam indo nos protestos.

Fechando os “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher”, aqui em porto Alegre a intervenção também vai ser replicada.

No dia 7 de dezembro às 10h haverá o ensaio atrás do Auditório Araújo Viana, e a intervenção acontece no mesmo dia na frente do Largo Expedicionário às 11:30h.

Venha e convide suas amigas, irmãs e companheiras

Segue a letra pra gente tentar decorar até sábado!

O patriarcado é um juiz
Que nos julga por nascer
E nosso castigo
É a violência que não vês

O patriarcado é um juiz
Que nos julga por nascer
E nosso castigo
É a violência que se vê

Feminicídio
Impunidade para os assassinos
Pela agressão
Pelo estupro, violação

E a culpa não era minha
Nem onde estava, nem como vestia
E a culpa não era minha,
Nem onde estava, nem como vestia

E a culpa não era minha
Nem onde estava, nem como vestia
E a culpa não era minha,
Nem onde estava, nem como vestia

O estuprador és tu
O estuprador és tu

É a polícia
Os juízes
O estado
O presidente

O estado opressor é um macho estuprador
O estado opressor é um macho estuprador

O estuprador és tu
O estuprador és tu

Dorme tranquila, indiferente
Sem preocupar-se com o delinquente
Que por teus sonhos, que por teus planos
Vela teu amante, miliciano

O estuprador és tu
O estuprador és tu
O estuprador és tu
O estuprador és tu

Notícias da FrePLA

A Frente Pela Legalização do Aborto RS se reuniu dia 13 de novembro passado. Em função do blog ter sido hackeado não pude fazer a chamada para a reunião, mas fica aqui registrada. Esta foi a última reunião da FrePLA do ano, decisão tomada por todas as presentes. Voltamos com as reuniões organizativas em fevereiro de 2020 para seguirmos com o nosso calendário de lutas.

Frente Pela Legalização do Aborto RS

Festival É Pela Vida das Mulheres! 28.09// Amanhã!

 

O Festival É Pela Vida das Mulheres é amanhã!  Dia Latino Americano e Caribenho Pela Descriminalização do Aborto.

O Festival começa às 11h e vai até as 18:30, com muitas oficinas, rodas de conversa, apresentações artísticas e uma feira feminista! Terá ciranda durante todo o evento, proporcionando que as mulheres que cuidam de crianças possam participar, e a integração das crianças neste dia pela vida das mulheres!

Programação completa: http://acaoantisexista.tk/festival-e-pela-vida-das-mulheres-cronograma/

 

O Festival é articulado pela FRePLA e conta com a participação de vários coletivos de mulheres!

Gratuito e aberto ao público

Festival É Pela Vida das Mulheres – Cronograma

 

A FrePLA Convida para o Festival pela descriminalização do aborto que acontece sábado dia 28.09 na Redenção:

Cronograma do Festival!! Olha que linda tá a nossa programação! Venha fazer parte deste grande encontro pela vida de todas nós! Nem uma a menos!

🌿11:00h Abertura do Festival É Pela Vida das Mulheres! Intervenção da Trupe Abre Asas e momento de encontro e organização
🌿11:00h Ciranda – Brincadeiras com cuidadora até as 18:30h
🌿11:30h Feira Feminista até às 18h
🌿12:00h Piquenique Coletivo – Traga seu lanche e compartilhe este momento com a gente!
🌿13:15h Capoeira – Treinel Fabi Grupo de Capoeira Angola Zimba
🌿13:30h Roda de Conversa: Saúde Mental da Mulher – Coletivo Virgínias/Ação Anti Fascista *
🌿13:30h Oficina de Malabares para crianças – Atividade da ciranda
🌿14:00h Oficina de bordado: Costurando Existências Tecendo Resistências – Ocupação Feminista *
🌿14:45h Apresentação Artística: Miss Beleza – Performance *
🌿15:00h Roda de Conversa: Direitos Reprodutivos e a Rede de Atendimento em Aborto Legal Porto Alegre – Fórum do Aborto Legal/ Themis *
🌿16:00h Apresentação Artística: Pantaleore – Núbia Quintana – Comédia de arte; Performance *
🌿16:15h Roda de Conversa: Deficiência, Reprodução Social e o Direito ao Aborto -Coletivo Feminista Helen Keller *
🌿17:00h Apresentação Artística: Levanta Favela – Performance *
🌿17:20h Apresentação Artística: Poetas Vivas-Intervenção Poética*
🌿17:40h Apresentação Artística: Arielle – Intervenção Poética *
🌿18:00h Apresentação Artística: Luisa Gonçalves – Música *
🌿18:15h Apresentação Artística: Não Mexe Comigo Que Eu Não Ando Só – Percussão e Performance *

*Atividade com tradutora interprete de libras

28 de Setembro – Dia Latino Americano e Caribenho Pela Descriminalização do Aborto

Festival É Pela Vida das Mulheres – Panfleto

 

28 de Setembro Dia Latino Americano e Caribenho Pela Descriminalização do Aborto

Festival É Pela Vida das Mulheres à partir das 11h na Redenção

Panfleto frente e verso

 

 

Jornada pelo 28 Setembro – Dia Latino Americano e Caribenho Pela Descriminalização do Aborto

 

Programação:

 

 

Em breve sai a programação  do dia 28.09, quando acontece o festival É Pela Vida das Mulheres!

Falecimento de Magdalen Berns – Lésbica Feminista Radical

 

Magdalen Berns faleceu. Que triste notícia.

Magdalen foi uma lésbica feminista crítica à noção de gênero. Sua postura feminista radical, sempre em defesa dos direitos e interesses das mulheres lésbicas e de toda a classe de mulheres, a tornou tanto alvo de ataques constantes, como uma influência feminista. Ela foi inspiração para muitas lésbicas, admirada e respeitada por muitas pessoas em várias partes do mundo.

Corajosa, brilhante, charmosa, espirituosa.

Farás falta.

Magdalen Berns (6.05.1983 – 13.09. 2019)

Women’s Shero

 

É Pela Vida das Mulheres! Festival pelo 28 de Setembro

 

Festival É Pela Vida das Mulheres! 28 de setembro – Dia Latino Americano e Caribenho Pela Descriminalização do Aborto

Em breve divulgaremos a programação!

 

28 de Setembro Dia Latino-americano e Caribenho de Luta Pela Descriminalização do Aborto// Festival É Pela Vida das Mulheres

 

A Frente Pela Legalização do Aborto RS informa:

Neste 28 de Setembro, Dia Latino-americano e Caribenho de luta pela descriminalização do aborto, estaremos realizando o festival “É Pela Vida Das Mulheres”.

Além do evento no sábado, ocorrerão eventos sobre direitos reprodutivos em diversos locais durante todo mês de Setembro.
Em breve lançaremos a programação!

Por que lutamos?

A descriminalização e legalização salvaria a vida de muitas mulheres, já que a insegurança da clandestinidade é o que torna o aborto a 4ª maior causa de morte de mulheres em gestação no Brasil. “A criminalização reforça a lógica das desigualdades sociais no Brasil e no mundo, na medida em que as mulheres pobres e negras são as mais prejudicadas, as que mais morrem e que quase todos os abortamentos inseguros no mundo acontecem nos países de economia periférica.” (https://periodicos.ufsc.br/index.php/katalysis/article/view/1982-02592018v21n3p452)

As mulheres da América Latina também merecem ter o direito de poder escolher interromper uma gravidez, de decidirem sobre seus corpos. Forçar a gestar é tortura, e não existe nenhum método contraceptivo 100% eficaz. Mesmo que existisse, em um país que não investe em saúde, e onde é pecado falar em educação sexual, sabemos que a informação e o acesso chegam a poucas pessoas.

Nossa cultura patriarcal de responsabilização da mulher e anulação da responsabilidade masculina acaba por tornar o quadro ainda mais desigual.

Além disso, os serviços de aborto legal que são previstos em lei no Brasil, em especial nos casos de estupro, não funcionam. Hospitais que deveriam realizar o procedimento não o fazem, muitas equipes tem péssimo preparo, são exigidos documentos que não são necessários, os médicos se colocam na posição de detetives e juízes, entre outros obstáculos. Na prática, podemos afirmar que o aborto legal não existe no Brasil (https://azmina.com.br/especiais/o-mito-do-aborto-legal/). E isso em um país onde 1 mulher é estuprada a cada 11 minutos (com base apenas em denúncias realizadas, o número real infelizmente é MUITO mais alto).

Precisamos mudar este quadro com mobilização, divulgação de informação, desconstrução de mitos e muita luta, pois nos querem subjugadas.

FREPLA