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Dia Internacional da Não Violência Contra à Mulher – [Sobre a Violência Obstétrica]

A violência obstétrica pode ser verbal ou física. A cada 4 mulheres 1 sofre deste tipo de violência no Brasil.

Agressões verbais, maus-tratos, humilhação, xingamentos, coibição e ameaças por parte do profissional da saúde. Negar atendimento, negar ou não oferecer algum alívio para a dor. Intervenções ou procedimentos desnecessários como o exame de toque a todo instante e a episiotomia – corte entre a vagina e o ânus para “facilitar” a passagem do bebê – que pode causar infecção, muitas dores e atrasar o processo de recuperação pós-parto. Cesáreas desnecessárias aumentando os riscos para a saúde da mulher e tornando a recuperação mais difícil. Não informar a mulher sobre algum procedimento médico que será realizado. Privar a mulher de ter um acompanhante na hora do parto, coisa que é garantida por lei, podendo ser qualquer pessoa que a mulher escolher, não necessariamente um marido.

Esses são alguns exemplos dessa violência, a lista é maior.

A dependência da mulher dos profissionais da saúde para que seja realizado o parto, situação que é agravada quando a dor é presente, a coloca numa posição de vulnerabilidade, e ela não tem muito como impedir as agressões.

Dia Internacional da Não Violência Contra à Mulher – [Sobre a Violência Sexual]

Em 2017 foram registrados 60.018 casos de estupro no Brasil, isso dá uma média de 164 estupros por dia. Porém sabemos que os dados são subnotificados. Existem muitas razões para isso. As mulheres além de sofrerem violências sexuais, são ameaçadas de mais violências ou morte caso denunciem seus agressores. Muitas mulheres por razões econômicas ou afetivas não podem denunciar nem se afastar de seus agressores. Também é muito frequente que as mulheres sejam acusadas de terem causado ou facilitado a violência. A triste e cruel realidade, é que na maioria das vezes as pessoas questionam as mulheres violentadas, procurando achar justificativas que absolvam os perpetradores enquanto culpabilizam a vítima. Sempre se pergunta do porquê a mulher estava tarde ou sozinha na rua, insinua-se que sua roupa era provocativa, ou que o seu comportamento não foi apropriado. Mas as mulheres são estupradas a qualquer hora do dia, independente de suas roupas ou aparência, por homens estranhos ou conhecidos. Todos estes questionamentos demonstram de forma bem definida em como funciona a opressão do patriarcado. Enquanto as mulheres são questionadas e culpabilizadas, os homens são perdoados pelas violências que eles cometem. É comum dizerem “ela estava muito bêbada e pediu por isso”, “sabia que isso aconteceria”, enquanto o agressor é desculpado exatamente pela mesma razão, “ele estava muito bêbado não sabia o que estava fazendo”. Lembrando ainda que os homens podem beber e se comportar como quiserem sem que exista esta ameaça, sem que seus corpos e integridade sejam atacados como os nossos, lhes concedendo uma liberdade muito maior de ir e vir e de ser.

Uma outra face dessa realidade, nem sempre lembrada, é a de que muitas vezes o estupro e os abusos não são assim considerados. Isso é muito comum entre casais, onde existe uma obrigação da mulher em satisfazer qualquer vontade de seu cônjuge, porque a mulher ainda é vista como propriedade do homem.

O estigma e a vergonha também são outras razões que impedem as mulheres de procurar ajuda. Isso é algo que só deixa nós mulheres ainda mais sozinhas para resolvermos o que faremos dali pra frente para não sermos atacadas novamente, contando apenas com nós mesmas para superarmos nossos traumas decorrentes desta violência brutal.

O estupro pode ter consequências físicas como doenças sexualmente transmissíveis, gravidez e traumatismos, ou decorrentes de outras agressões durante o ataque. As consequências psicológicas são imensuráveis e diversas, de fobias, depressão, transtorno pós traumático ao suicídio.

As marcas do estrupo acompanham uma mulher por toda a sua vida.

A culpa da violência sexual nunca é da vítima, mas de quem a comete.

 

Dia Internacional da Não Violência Contra à Mulher – 25 de Novembro

Em 1999, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o 25 de Novembro como o Dia Internacional da Não-Violência Contra à Mulher em homenagem às irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa. Conhecidas como “Las Mariposas”, as irmãs foram brutalmente assassinadas neste dia do ano de 1960 pelo ditador Rafael Leônidas Trujillo, da República Dominicana. As três combatiam fortemente aquela ditadura e, infelizmente, pagaram com a própria vida.

Desde que se instituiu este dia, internacionalmente, movimentos feministas marcam a data para denunciar as violências cotidianas que são cometidas contra as mulheres, com o objetivo de mudar este quadro perverso através de conscientização da sociedade.

Neste ano de 2018 em Porto Alegre, várias organizações, sindicatos, coletivos e mulheres independentes unem as forças promovendo uma plenária para tratarmos sobre as violências e sobre a ofensiva fascista que assola o país. Esta ofensiva se mostrou em discurso e na execução de ataques, causando danos físicos e psicológicos e até mesmo a morte de pessoas pertencentes a minorias ou que levantaram sua voz contra essa pregação do ódio.


Nós mulheres temos estado na linha de frente contra o fascismo e os retrocessos que tentam impor no país com a retirada de direitos alcançados e impedimentos a novas conquistas. Nós bem sabemos o que é termos direitos negados, e as violências contra nós tem muitas faces.
O número de feminicídios cresce no Brasil, em relação a 2016 o ano de 2017 teve um aumento de 6,5 % de mulheres assassinadas, chegando a uma média de 12 mulheres assassinadas por dia, ou, a cada duas horas uma mulher é assassinada no país.
Lembrando que os dados são subnotificados. Houve um aumento de 54% de violências contra mulheres negras registrados entre os anos de 2003 e 2013 – as mulheres negras são as mais atingidas pelas violências. Nós mulheres somos vítimas da violência misógina em todas suas nuances e as mulheres lésbicas sofrem violências específicas. Segundo estatísticas as mulheres brancas não feminilizadas são as mais assassinadas 39%, seguidas das negras não feminilizadas 28% , negras feminilizadas 17%, brancas feminilizadas 15% e mulheres indígenas feminilizadas 1%. Também observa-se um maior número de lesbocídios entre as mais jovens entre 20 e 24 anos, seguidas das meninas até seus 19 anos.
A violência doméstica têm números assustadores e as mulheres são assassinadas por maridos, namorados ou familiares.

No ano passado foram registrados 60.018 casos de estupro, isso dá uma média de 164 estupros por dia. A violência obstétrica também tem números alarmantes e 1 a cada 4 mulheres já sofreu violência no parto. É estarrecedora a ausência de anestesias às mulheres negras.

São muitas as violências cometidas contra as mulheres, esses são alguns dados da nossa realidade aterradora. Ainda existem mulheres invisíveis. Rostos não vistos e vozes não ouvidas. Assim é com as mulheres indígenas e dos povos rons, sinti e calons (o que é conhecido como povo cigano). No Brasil a violência sobre elas é alarmante conforme seus relatos.

Nós mulheres sempre resistimos e assim seguiremos, porque a nossa luta é por uma sociedade justa e de direitos iguais a todas e todos.

Juntas somos mais fortes!

O machismo mata.
O feminismo não mata.

#EPelaVidaDasMulheres
#NenhumaAMenos
#MulheresContraOFascismo
#FeminismoERevolucao

Frente Pela Legalização do Aborto – RS

Mulheres Organizadas Contra o Fascismo

Mais uma vez nós mulheres tomamos a frente e estivemos nas ruas porque lugar de mulher é na luta. Nosso primeiro ato foi um dos maiores da história desse país porém fomos alvos de duríssimas críticas, tanto da direita quanto da esquerda masculinista. Outros fingiram que nada havia acontecido. Mas como podem fingir que milhares e milhares de mulheres estão passando pela porta da sua casa? Em uma das respostas a isso eu disse o seguinte: “Olha, que a mídia vire as costas pros atos gigantescos em todo o Brasil e no mundo em mais uma tentativa malsucedida de nos silenciar, eu já esperava. Mas agora, que homens da esquerda ignorem, finjam que não tá acontecendo nada, e ainda criem teorias, mansplaining milhões de mulheres em como se combate “de verdade” o fascismo, por essa eu não tinha dúvida nenhuma.” De fato não foi uma surpresa que homens de esquerda começassem a nos criticar, seja por acharem que “não sabemos como combater o fascismo”, seja por acharem que contribuímos para que aumentasse a visibilidade do Bolsonaro. Como se fosse possível lutar contra um inimigo sem nominá-lo.

Nós fomos milhares e milhares de mulheres de vários contextos diferentes, crenças diferentes, posicionamentos políticos e ideológicos diferentes mas nos unimos numa manifestação popular a qual organizamos e lideramos. E me parece que isso em si é uma ousadia, afinal como ousam as mulheres saírem da esfera doméstica e irem para as ruas organizadas e liderando uma manifestação política?

Não é a toa que nós mulheres fazemos essa frente, é porque Bolsonaro e suas ideias objetivam impedir que avancemos na luta pelos nossos direitos e igualmente tirar os direitos arduamente conquistados por nós. Bolsonaro e suas ideias são uma ameaça real a nossa sobrevivência.

Nós mulheres lutamos pela nossa sobrevivência todos os dias.Toda mulher é uma sobrevivente. E nesta hora não seria diferente. Estamos nos defendendo de sermos exterminadas, de sermos ainda mais exploradas e violadas do que já somos. Nós mulheres estamos cientes e juntas defendendo outras classes que também são alvos do fascismo. Nós nunca fomos a classe egoísta (se fosse esse o caso) muito pelo contrário, nós somos a classe que nutre, que cuida, e embora este seja um papel que devemos questionar, a realidade é que não vem de nós o esquecimento àqueles que precisam de nosso apoio, trabalho e esforço. Somos nós as que somos constantemente esquecidas ou colocadas em segundo plano, até mesmo por nós mesmas.

A nossa luta vai para além das urnas, precisamos continuar nos organizando e seguirmos combatentes. Por hora porém a luta está também neste que é um dos campos de batalha nesse momento da nossa história, pois seria irresponsável, mesmo sem concordar com o sistema político e eleitoral, que ele não esteja exercendo influência na sociedade e consequentemente nas nossas vidas, ou ainda ignorar que não esteja acontecendo uma eleição com proporções de ascensão ao fascismo. Negar esse sistema não derruba este sistema. Apenas nos organizando que seremos capazes de mudanças reais.

Imagens da manifestação Mulheres Contra Bolsonaro em Porto Alegre, 20.10.2018.

Surpresas boas da vida

Por totalmente ao acaso descobri que a tradução que eu fiz há exatamente um ano atrás para o dia/mês da visibilidade lésbica tá lá no site original, o premiado Sister Outrider, blog da escritora excepcional Claire Heuchan – feminista radical negra escocesa. Nossa fiquei muito feliz, este texto me deu bastante trabalho para traduzir, passei acho que uma semana revisando. Eu lembro que até pensei em escrever pra ela e acabei achando que ela não tinha tempo pra isso! Mas tá lá no blog dela! e eu fico muito feliz mesmo de poder contribuir em divulgar um texto tão valioso nesses tempos onde “a tensão entre as políticas de identidade do queer e a libertação das mulheres se tornou realmente insuportável” segundo a própria Claire. <3

e ela ainda agradece a Ação Antisexista e eu achei tudo isso bacana demais!

aline rod.

a tradução no blog Sister Outrider:

https://sisteroutrider.wordpress.com/2017/09/01/a-questao-do-desaparecimento-uma-reflexao-sobre-o-apagamento-da-lesbianidade/

E a tradução original postei aqui http://acaoantisexista.tk/a-questao-do-desaparecimento-uma-reflexao-sobre-o-apagamento-da-lesbianidade/

e assim a gente vai postando lá postando aqui postando aqui que postou lá até uma hora chegar até você! 🙂

 

 

Roda de Conversa Em Apoio A Nossas Irmãs Nicaraguenses – 20.08.18

‘Nos últimos quatro meses a Nicarágua tem vivido uma grave e violenta crise política, que expõe fortemente as contradições do governo autoritário de Daniel Ortega há onze anos no poder. Mas por quê essa é também uma pauta feminista? Além da solidariedade em si com uma rebelião que está sendo violentamente reprimida, é importante conhecer na história recente da Nicarágua o papel das organizações de mulheres e feministas, que tem sido das mais ativas em combater as violências estruturais de um país marcado pelo machismo extremamente arraigado. Estas ativistas vêm denunciando há anos o caráter ditatorial e misógino deste governo – responsável pela criminalização de qualquer forma de aborto em 2006 -, assim como denunciando publicamente a impunidade de Ortega frente a graves acusações de ter abusado sexualmente de sua enteada por duas década.
Nesta roda de conversa, Ana Marcela Sarria, feminista e pesquisadora nicaraguense residente no Brasil, estará contextualizando a/a situação atual da Nicarágua a partir da vivência das organizações de mulheres, abordando também a relação desta crise com a história herdada da Revolução Sandinista, que marcou o país na década de 1980.’

Dia: 20/08/2018, Segunda Feira
Horário: 19h
Local: Fora da Asa – na Cidade Baixa em Porto Alegre

Rejeitada a Legalização do Aborto na Argentina

Por 38 votos contra e 31 a favor o senado argentino rejeita a legalização do aborto na Argentina.

Nós Lutamos, nós vamos às ruas, nós reivindicamos. E qual é a resposta que temos?  De que a nossa vida, a vida das mulheres, vale menos. Se é que vale alguma coisa para quem procura nos calar, para quem rejeita que tenhamos nossos direitos garantidos, para quem não se importa com a nossa dor, pra quem causa a nossa dor.

O patriarcado se mantendo às custas das nossas vidas, nos explorando até nosso último suspiro.

9 de agosto de 2018 e o Senado argentino rejeita às mulheres o direito ao aborto seguro. Não é possível proibir o aborto, só é possível proibir o aborto legal e seguro.

Mas seguiremos lutando. Não nos deterão.

Essa imagem fala muito mais que palavras, somos um mar de  mulheres na Argentina e em todo o mundo, em busca da nossa autonomia, do nosso direito de ser e sobreviver.

Registro do Ato É Pela Vida das Mulheres 03.08.18

Mulheres nas ruas de Porto Alegre pela descriminalização do aborto!

Aborto Legal Seguro e Gratuito já!!

É Pela Vida das Mulheres!

[Brasilia] Hoje -Audiência Pública para Debate Pela Descriminalização do Aborto – 03.08.18

Mulheres fazendo intervenção em frente ao STF que está em audiência pública  para debater ação pela descriminalização do aborto até a 12º semana de gestação.

Aborto Legal Seguro e Gratuito já!!

Nem presas Nem Mortas!!

Hoje sexta feira dia 03 de agosto acontece atos em várias localidades do país! Em Porto Alegre Ato Nacional É Pela Vida das Mulheres às 17:30h na esquina democrática!

foto Heloísa Adegas

Ato Pela Legalização do Aborto na América Latina – 08.08.18

 

No dia 8 de agosto será votado no Senado Argentino, após a aprovação pela Câmara, imposta pela força do movimento de mulheres, o projeto de Lei que legaliza o aborto e permite a realização do procedimento até a 14ª semana de gestação de forma legal, segura e gratuita. As mulheres do país vizinho preparam uma grande batalha para esta data.

Na América Latina, apenas o Uruguai, a Guiana Francesa, Cuba e a cidade do México tem legislação que garante o aborto legal. Com a nova postura da Argentina, a favor da decisão da mulher sobre seu próprio corpo, isso poderá ter impacto entre os vizinhos e pressionar pelo debate nos países da região, como o Brasil.

Todos os anos mais de meio milhão de mulheres abortam no Brasil. Por ser crime todas essas mulheres poderiam ser presas no país. Esta situação de clandestinidade acarreta na morte de milhares de mulheres, e são as mulheres pobres, negras e trabalhadoras mais precarizadas as que mais morrem devido aos procedimentos mais arriscados. Muitas mulheres que sobrevivem enfrentam sequelas físicas muitas vezes irreversíveis. É muito frequente que o aborto deixe também sequelas psicológicas nas mulheres como a depressão e outros transtornos psicológicos graves justamente por ser considerado crime e ser realizado sem acompanhamento profissional, de maneira precária e ilegal. O aborto é uma questão de saúde pública que não pode ser ignorada.

No Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e São Paulo ocorrerão manifestações no dia 08, assim como em outras cidades da América Latina. É nossa tarefa ir às ruas em Porto Alegre em apoio à luta na Argentina e pela legalização do aborto no Brasil.

Todas à Esquina Democrática no dia 08 de agosto! É Pela vida das mulheres!

– Frente Pela Legalização do Aborto – RS