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2ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre e Dissidência Muzikfesto- Relato

2ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre

No mês de novembro rolou a segunda edição da Feira do Livro Anarquista aqui da cidade. Foram meses de construção coletiva que resultaram em 4 dias intensos, de exposição de livros, de debates e oficinas, de troca e convivência entre todxs que participaram. Neste ano a feira aconteceu simultaneamente em dois locais, o Espaço Libertário Moinho Negro,onde aconteceram as oficinas, a maioria dos bate papos, os almoços e também alojamento, e a Travessa dos Venezianos onde está situada a sede da Federação Anarquista Gaúcha na qual se concentraram as banquinhas e onde ocorreram também as intervenções artísticas.

Em relação à edição da FLAPoA de 2010, vivenciamos um grande crescimento na participação de coletivos e individuxs de outras localidades do Brasil e do mundo, tanto como expositorxs e proponentxs de atividades, quanto na organização efetiva da feira, tomando parte nas comissões e absorvendo responsabilidades. Essa maior participação na pré-construção da feira auxiliou muito os coletivos locais, ampliando nossos horizontes e introduzindo novas experiências de organização, mas trouxe também um desafio em termos de comunicação e horizontalidade com distâncias tão grandes nos separando.

Abrindo com uma celebração na sexta-feira, dia 11 de novembro, com a apresentação de Animinimaldita (Arg), Minininha Pirracenta (BH) e Front Liberdade e Rima (PoA) a 2ª edição da FLAPoA seguiu sua programação até o dia 14. Rolaram bate-papos e oficinas sobre o Punk e a Contribuição para o Anarquismo, Fascismo e Antifascismo na Atualidade, Estratégias Anárquicas de Transformação, Saúde Feminina, Autonomia do Corpo: Pompoarismo e Dança, O Anarquismo e as Prisões Hoje, a Luta Libertária na Europa no Contexto Atual, Gestão de Espaços Libertários, Yomango, entre muitas outras, além de intervenções teatrais do Grupo T.I.A., do grupo Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta Favela! e também da Federação Anarquista Gaúcha, e, obviamente, exposição dos livros e materiais das editoras Deriva, Imprensa Marginal, Faísca, Imaginário, Achiamé, Madre Selva, L-Dopa e outras mais.

Alguns problemas surgiram ou se mostraram presentes: o cancelamento da participação de alguns coletivos proponentes foi um deles, a solução foi remanejar os horários das atividades e propor atividades de ultima hora ou que tinham sido deixadas de lado durante a construção da feira. Acabou dando certo. Outro problema que se mostrou presente foi de rixas locais darem espaço para atitudes que ao nosso ver atrapalham a horizontalidade e liberdade. Mas a troca de experiências, de idéias e a vivência nos 4 dias foram motivadoras, construtivas e prazerosas.

Dissidência Muzikfesto

A idéia do festival surgiu do fato de que vários dos coletivos participantes também tocam em bandas, a oportunidade de encontro permitiu a construção do festival. Assim a contra cultura teve espaço para se manifestar em forma de som, expressão, e também de exposição de zines e outros materiais punks/anarcopunks. Houveram no festival também alguns problemas mas que foram superados. O primeiro deles foi de que algumas bandas cancelaram sua participação, e como tínhamos marcado 2 noites de festival por razão do numero de bandas os 2 dias não seriam mais tão necessários. O segundo problema foi que na primeira noite do festival ao chegarmos no local surpreendentemente estava já acontecendo um outro evento… questionamos a organização do local, mas muito mais a nossa organização, visto que foi difícil acreditar que aquilo estava acontecendo. Então descobrimos que é uma ocorrência comum naquele espaço. A solução que arranjamos foi de todas as bandas tocarem na noite seguinte, por sorte quem sabe, visto que o numero de bandas diminuído não faziam mais necessárias as 2 noites. Todxs participantxs e também o pessoal que veio para assistir o festival se mostraram muito compreensivxs. Conversamos sobre a falta de espaços autônomos para gigs e alguns problemas de se fazer som em bares. Dentro da realidade atual aqui da cidade, este bar é o mais interessante, e embora sujeitxs a situações como esta, temos uma certa abertura, as donas do espaço não cobram aluguel, tirando seu lucro apenas das bebidas e lanches que elas vendem. Isto juntamente com o equipamento ter sido cedido por um amigo, tornou possível dividirmos toda a bilheteria entre as bandas não locais. O festival contou com as bandas de fora Nieu Dieu Nieu Maitre, Revolta Popular e Gracias por Nada, e as locais, Digna Rábia, Conduta Destrutiva, Vapaus, Front Liberdade e Rima e Ferida (banda do nosso coletivo). A noite fechou a feira com muita celebração, som e troca de idéias.

A feira e o festival possibilitaram novas amizades e interações com pessoas que vivem distantes… o companheirismo, as descobertas de afinidades, e o estreitamento de relações entre amigxs mais próximxs também. Pensamos que isso fomenta as relações anarkikas e ajuda a divulgar o anarquismo e a contra cultura.

Que continuemos construindo e resistindo!

Liberdade! Anarquia! Feminismo!

seguem algumas fotos e o vídeo produzido pela AnarcoFilmes:





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[PoA] Esquecer Jamais!

Na próxima sexta, dia 6, completam-se 65 anos do ataque nuclear à Hiroshima. 65 anos sem ninguém ser responsabilizado. Um ‘acordo-de-paz’ forçado e destruidor; oportunista e genocida, tão em sintonia com a guerra que o predecedeu quanto com a politica de imperialismo e conquista pós-guerra. A história como nos é contada, perdoou os assassinos e resolveu esquecer as 90 mil pessoas pulverizadas instantâneamente e as 200 mil que pereceram lentamente devido às queimaduras e ao câncer. ‘Guerra é assim mesmo’ nos dizem; mas quem faz as guerras? À quem elas servem? Quem elas matam?

Nesta sexta estará rolando uma GIG em memória à Hiroshima. O som vai rolar ali no EntreBar, na josé do patrocinio, 340, apartir das 22h, com as bandas

CHANGE YOUR LIFE
GRITOS DE ÓDIO
CONDUTA DESTRUTIVA
PROTESTO GASGUITA
NO MASTERS
FERIDA

Tudo isso por R$3
e + bancas de materias feministas/faça-você-mesm@/anarcopunx/contracultura…..
Apareçam!!

gig//DARGEturnê-brasil

a banda DARGE, de gifu – JAPÃO, vem no final do mês ao brasil para uma turnê por SP, GO, SC e toca também aqui em porto-dis-alegre. eles fazem um som punk d-beat influenciado tanto por bandas japonesas quanto pelo som punk 80 aqui do brasil.

aqui a gig é uma ação conjunta agilizada por nós mais o coletivo mentes plurais e outrxs individuos, cooperando com o pessoal que organiza nas outras cidades pra dividir os custos e tornar possivel que a turnê chegue em mais lugares. vão tocar também a GRITOS DE ÓDIO, a PROTESTO GÁSGUITA, CONDUTA DESTRUTIVA, NO MASTERS, THRASH e FERIDA.

a gig tem como tema a campanha pelo voto nulo: apesar de estarmos ainda no início do ano, a pressão das campanhas eleitoreiras já é sentida e mais uma vez seremxs massacradxs pelo marketing bilionário que impulsiona a briga entre xs mesmxs adversárixs de sempre lutando apenas em defesa de seus próprios interesses. tentarão nos enganar e nos convencer que a única forma de se fazer politica é através do voto, elejendo quem não defende nossos interesses e delegando o poder de descisão sobre nossas vidas, mentes e corpos à terceiros. dizemos que não: EXISTE POLÍTICA ALÉM DO VOTO!