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“Anarquismo na Atualidade” – fala feita na 4ª FLAPOA

Segue uma fala feita na 4ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre, no dia de abertura, 15 de novembro passado. Foram feitas várias falas sobre anarquismo na atualidade. Depois seguiu-se um debate.

“Anarquismo na atualidade.

Aqui no Brasil o anarquismo teve uma visibilidade gigante devido as manifestações. A revolta tomou conta das ruas. Esta revolta foi absolutamente importante e uma manifestação das nossas insatisfações, uma necessidade de denunciarmos as injustiças pela ação direta. A ação direta não é apenas uma ação isolada e de ataque, pois ela é construída todos os dias. E embora esta visibilidade tenha tomado as proporções que tomou, as práticas anarquistas, as organizações ou formas de nos organizarmos libertárias são antigas. Anarquistas sempre se organizaram e procuraram alternativas para viver/sobreviver.

O anarquismo teve um período de hibernação no sentido de que parece ter ficado por algum tempo sem uma continuidade devido aos anos de ditadura. Nos anos 80 o anarquismo teve uma retomada muito forte e também sob influencia do punk. As bandas, as pessoas envolvidas encontraram no anarquismo e nas práticas anarquistas, nas práticas autogestionárias (por exemplo ocupações, espaços autogeridos, em fim) a busca pela libertação. A busca por viver e sobreviver perante as injustiças, a busca por alternativas que não as dos moldes tradicionais. A busca por pensar e construir lutando contra o controle das opressões institucionalizadas que estamos submetidas, submetidos.

Mas eu tenho pouco tempo para falar aqui, sendo esta apenas uma introdução, um apanhado muito generalizado sobre o anarquismo na atualidade. O que quero colocar para as que estão aqui presentes, e para os que estão aqui presentes, é de que o anarquismo nunca existirá sem feminismo.

E que isto para mim é atualidade.

Nós mulheres anarquistas que nos envolvemos em espaços anarquistas em busca por libertação, encontramos muita resistência de que nestes espaços nos escutem. De que nestes espaços exista de fato uma libertação. De que nestes espaços estejamos seguras. Não queremos nenhum tipo de segurança vindo de outrem, não queremos sermos protegidas, não é disto que estou falando. Falo de que precisamos que nestes espaços estejamos seguras para alcançarmos objetivos libertários em todas as esferas das nossas vidas. Não uma libertação pela metade, uma libertação que é sugerida muitas vezes como prioritária enquanto nós mulheres anarquistas sabemos muito bem de nossas prioridades, de nossas urgências, e de toda a opressão machista da qual sofremos, da qual lutamos contra todos os dias.

Sim, não existe anarquismo sem feminismo. A revolução diária, utópica, ou de fato, não será revolução se ela não for feminista. Não é aceitável que o feminismo seja luta de segunda ordem.

Temos visto na atualidade cada vez mais denúncias de agressões por parte de “companheiros”. É possível que dentro de espaços anarquistas tenhamos que lidar com a opressão do patriarcado como se estivéssemos nos espaços não anarquistas? É obvio que o patriarcado se reflete nas pessoas e não poderia ser diferente com nós anarquistas. Por isso justamente que temos que destruir com o machismo que está dentro de nós.

Eu repudio totalmente a ‘acusação’ de que estou me focando e sendo separatista. Porque sim, eu estou me focando e serei separatista se tiver que ser. Porque sectário já é o patriarcado, e também aprendi do anarquismo a me organizar. Esta suposta “união” de lutas muitas vezes abafa, invisibiliza opressões específicas. Também totalmente repudio tentativas de boicote a autonomia das mulheres e sei porquê elas existem. Porque existe medo de confrontar privilégios, porque existe medo de perder o controle sobre o comportamento e sobre os corpos de mulheres e lésbicas. Porque ou não se nota ou é bom estar com o poder a seu alcance para quando se precise ou se queira usar.

E sim quando digo nós mulheres o faço porque estou me colocando numa classe. Porque precisamos nos colocar como classe, como grupo, porque a opressão se apresenta para todas nós mulheres, anarquistas ou não.

Nos protestos mulheres foram estupradas por policias e supostos companheiros. Vimos homens se aproveitando da confiança e da proximidade na luta para subjugar mulheres que acabaram sendo violentadas e abusadas. E sempre se questiona a mulher. O que ela fez, o que ela vestia, que horas eram.

E enquanto nas ruas corremos da polícia, nós mulheres temos ainda uma outra ameaça. E quando nos separamos de nosso grupo de afinidade, de nosso bloco, temos isso em mente e nos nossos corações, porque desde que nascemos a ameaça e o abuso são institucionalizados, fazem parte do ar que respiramos.

Não meus amigos, sim, não amigas, amigos, especificamente para vocês, que nesta linguagem patriarcal me ignora, me exclui e me invisibiliza. Então: não meus amigos, não existe anarquismo sem feminismo. O patriarcado antecede ao capitalismo. E a atualidade continua patriarcal.Não existem práticas libertárias enquanto nós mulheres não formos livres.

Só seremos livres quando todas formos livres.

Não se ponham no caminho da nossa libertação.”

enila dor.
15 de novembro 2013

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Programação da 4ª FLAPOA – 15,16 e 17 Nov.

4ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre//15,16 e 17 Nov.

3ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre- Relato

A Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre vem acontecendo anualmente desde 2010,  neste ano chegou à sua terceira edição.

A Feira foi bastante interessante, e bem diferente por ter acontecido num espaço público. Nas nossas reuniões até decidirmos pelo Gasômetro, a opinião geral de todos os coletivos envolvidos, era de fortalecer os espaços anarquistas da cidade, por isso a dúvida entre estes espaços e um espaço público gestionado pela prefeitura. O limite de espaço físico e outras questões nos fizeram optar pelo Gasômetro, um centro cultural. Tirado isso, com questionamentos e crítica, passamos a ver as vantagens, uma delas a do acesso ao anarquismo para todxs. Muito além de uma palavra ou teoria, este acesso se mostrou verdadeiro na prática, muitas pessoas que por ali circularam, e embora muitas sem intenção de irem à feira, acabaram entrando em contato com o anarquismo, participando de alguma forma, simpatizando ou mesmo não concordando.

As bancas com livros, zines, revistas e materiais diversos se propuseram mais do que à exposição, mas à interação e muito debate, ao fluxo de pessoas e idéias, e às impressões com tudo isso, como espaços assim costumam ser. As oficinas rolavam nos arcos, uma extensão do espaço das bancas, e no píer, com muito calor e vento.  Foi bonito de ver e participar deste ambiente, meio caótico, intenso, barulhento e por isso mesmo necessário, pra mexer com o conforto e o previsível.

Houveram duas oficinas fechadas para mulheres e uma para homens. E isso novamente mexeu com as pessoas, gerou discussão e desconforto. Bem, oficina para mulheres sempre é questionada, tratada como algo sectário. A sociedade é sectária, nos divide em seres binários, bipolariza nossas ações, sentidos e emoções em função de gênero, e é por isso que precisamos nos organizar muitas vezes entre nós mesmas para decidirmos pelos problemas das quais apenas nós passamos, para não dizer sofremos. Desta forma, proporcionamos e incentivamos que sejamos as agentes das decisões que dizem respeito a nós somente, coisa que a sociedade não nos incentiva a fazer, pelo contrário, padroniza que nossas vidas estejam nas mãos de nossos pais, irmãos, maridos e também filhos (mostrando quanto o sistema de hierarquias é “flexível”), sendo eles os que “sabem o que é melhor para nós”, tomando decisões que nos dizem respeito.

A oficina para homens foi menos questionada, mas ainda assim com alguns olhares tortos. Algumas oficinas somente para homens têm intenção de vitimizar os homens e ofuscar os problemas das mulheres, ou mesmo ser uma “resposta” ao feminismo – como se o feminismo fosse um assunto isolado, ou que defendesse a superioridade das mulheres – designando que os homens passam por problemas opostos proporcionalmente iguais, ignorando os privilégios dos quais os homens detêm, mesmo quando a seu contragosto.  Que os homens passam por problemas de gênero, isto é inegável, mas de um ponto de vista privilegiado, o que difere bastante as experiências que vivem, mesmo que nem sempre positivas. Não foi o caso desta oficina, que pelo contrário, propôs a desconstrução da masculinidade e reflexão dos privilégios masculinos.

Ainda sobre as questões de gênero, das quais nosso coletivo propõe trazer para o debate como parte da luta anarquista, nossa banca foi bastante freqüentada por aquelxs que se afinizam e se interessam pelo anarcofeminismo, e tivemos a oportunidade de conversar bastante e conhecer pessoas e coletivos, o que sempre nos deixa muito motivadxs. Alguns homens porém  a repudiaram. Não digo pessoas porque foram alguns homens apenas que na feira criticaram o conteúdo anarcofeminista da nossa banca, ou que expuseram isso, talvez porque os homens se sintam mais à vontade de fazerem críticas, ou porque de alguma forma sentiram ameaçadas suas crenças. Muitas das interações foram no sentido de explicarmos o porquê das nossas reivindicações e fomos acusadxs de nos focarmos numa coisa só. Pra começar nós não estamos focadxs numa coisa só, pelo contrário, a intenção é incluir o feminismo como questão fundamental na luta por igualdades, nós realmente não acreditamos em anarquismo sem feminismo. É muito cansativo ver que ainda existe a idéia que temos que esquecer as diferenças e nos unirmos por uma causa “mais importante”- neste caso a anti-civilização. Por que haveríamos nós de deixarmos de lado os males que nos afligem?  Quem decide qual causa é mais importante para quem, x oprimidx ou quem tem o poder em suas mãos para oprimir? As distintas lutas ao contrário de se divergirem se conectam. Não pode ser mais incoerente reivindicar “união” por uma causa – que alguém julga mais importante – porque ela afasta, ela não mostra compaixão ou companheirismo, ela se disfarça em união com o único propósito de que esqueçamos das nossas lutas específicas, do tratamento e oportunidades diferenciados que temos, para nos transformarmos em massa de manobra. A solidariedade é uma das questões mais importantes do anarquismo, se não sabemos nos solidarizar, se não podemos compreender as dificuldades pelas quais não passamos e as reivindicações que surgem dessas dificuldades, estaremos sendo insensíveis e incoerentes enquanto anarquistas. A solidariedade derruba dogmas e instituições, as ameaça e enfraquece, por isso se diz que a solidariedade é uma arma.

Mas podemos dizer que muito mais foram as pessoas que se interessaram positivamente, muitxs foram xs que gostaram das bancas, materiais e das oficinas sobre gênero e que comentaram que estavam entusiasmadxs por verem na feira o feminismo tão presente.

A Feira rolou intensa. Importante dizer que mais uma vez foi fundamental a colaboração das pessoas que vieram de outras localidades, diversificando o espaço e tornando-o mais atrativo, além de propiciar os intercâmbios diversos. A feira aconteceu, e nos faz refletir de sua importância quanto a um espaço para encontro, troca e difusão das idéias libertárias. Que as feiras anarquistas continuem se espalhando pelo mundo.

Enila Dor.
ação anti sexista
26.12.2012

confira também compartilhando impressões da 3ª FLAPOA

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Estratégias de mobilização AnarcaFeminista – Hoje na 3ª FLAPOA!

Hoje no segundo dia da 3ª FLAPOA além da exposição de materiais anaquistas durante todo o dia, seguem as oficinas e bate papos, filme e intervenções artísticas, confira toda a programação no site da feira flapoa.deriva.com.br/

Às 19h estaremos propondo um bate papo, somente para mulheres:

Estratégias de mobilização AnaracaFeminista
Propostas para construção de rede anarcafeminista, batepapo sobre novas (e velhas) táticas de ação, mobilização e propagação das idéias anarcafeministas.

Apareça!

((A)) ((E)) !

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3ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre!

A Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre chega a sua 3ª edição, e este ano acontece nos dias 16, 17 e 18 de novembro. Estamos contentes e entusiasmadxs por realizar mais uma feira do livro anarquista, pois acreditamos ser um espaço de propagação do anarquismo e de encontro entre anarquistas e pessoas interessadas.

Este ano, diferente dos anos anteriores, a feira se realizará no Gasômetro, um espaço público e central da cidade, com o intuito de aproximar as pessoas do anarquismo, exercitando também novas maneiras de construção da feira e interação com a comunidade.

Como nas primeiras duas edições, a 3ª FLAPOA conta com propostas de coletivos locais e também de outros lugares, promovendo a troca e a mobilidade, que fortalecem a mutualidade e também a expressão de cada umx e suas particularidades.

Haverá exposição e venda de livros, zines e materiais libertários diversos durante todo o evento, que incluirá oficinas, debates e bate papos, música, teatro, e filmes que serão exibidos na sala de cinema do local.

Venha participar e contribuir com a 3ª FLAPOA!

Confira a programação completa e atualizações no site flapoa.deriva.com.br

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La Feria del Libro Anarquista de Porto Alegre llega a su 3ª edición, y este año se realiza los días 16, 17 y 18 de noviembre. Estamos contentxs y entusiasmadxs por realizar una feria del libro anarquista más, porque creemos que es un espacio de propagación del anarquismo y de encuentro entre anarquistas y personas interesadas.

Este año, diferente de los anteriores, la feria se realizará en el espacio Usina do Gasômetro, un espacio público y central de la ciudad, con la intención de acercar a las personas del anarquismo, ejercitando también nuevas maneras de construcción de la feria e interacción con la comunidad.

Al igual que en los años anteriores, la 3ª FLAPOA cuenta con propuestas de coletivxs locales y también de otros lugares, promoviendo el intercambio y la movilidad, que fortalecen la mutualidad y también la expresión de cada unx y sus particularidades.

Habrá exposición y venta de libros, zines y materiales libertarios diversos a lo largo de todo el evento, que incluirá talleres, conversatorios, música, teatro y películas que sserán exhibidos en la sala de cine local.

Venga a participar y contribuir con la 3ª FLAPOA!

Acompañe la programación completa y actualizaciones en el sitio flapoa.deriva.com.br

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2ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre e Dissidência Muzikfesto- Relato

2ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre

No mês de novembro rolou a segunda edição da Feira do Livro Anarquista aqui da cidade. Foram meses de construção coletiva que resultaram em 4 dias intensos, de exposição de livros, de debates e oficinas, de troca e convivência entre todxs que participaram. Neste ano a feira aconteceu simultaneamente em dois locais, o Espaço Libertário Moinho Negro,onde aconteceram as oficinas, a maioria dos bate papos, os almoços e também alojamento, e a Travessa dos Venezianos onde está situada a sede da Federação Anarquista Gaúcha na qual se concentraram as banquinhas e onde ocorreram também as intervenções artísticas.

Em relação à edição da FLAPoA de 2010, vivenciamos um grande crescimento na participação de coletivos e individuxs de outras localidades do Brasil e do mundo, tanto como expositorxs e proponentxs de atividades, quanto na organização efetiva da feira, tomando parte nas comissões e absorvendo responsabilidades. Essa maior participação na pré-construção da feira auxiliou muito os coletivos locais, ampliando nossos horizontes e introduzindo novas experiências de organização, mas trouxe também um desafio em termos de comunicação e horizontalidade com distâncias tão grandes nos separando.

Abrindo com uma celebração na sexta-feira, dia 11 de novembro, com a apresentação de Animinimaldita (Arg), Minininha Pirracenta (BH) e Front Liberdade e Rima (PoA) a 2ª edição da FLAPoA seguiu sua programação até o dia 14. Rolaram bate-papos e oficinas sobre o Punk e a Contribuição para o Anarquismo, Fascismo e Antifascismo na Atualidade, Estratégias Anárquicas de Transformação, Saúde Feminina, Autonomia do Corpo: Pompoarismo e Dança, O Anarquismo e as Prisões Hoje, a Luta Libertária na Europa no Contexto Atual, Gestão de Espaços Libertários, Yomango, entre muitas outras, além de intervenções teatrais do Grupo T.I.A., do grupo Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta Favela! e também da Federação Anarquista Gaúcha, e, obviamente, exposição dos livros e materiais das editoras Deriva, Imprensa Marginal, Faísca, Imaginário, Achiamé, Madre Selva, L-Dopa e outras mais.

Alguns problemas surgiram ou se mostraram presentes: o cancelamento da participação de alguns coletivos proponentes foi um deles, a solução foi remanejar os horários das atividades e propor atividades de ultima hora ou que tinham sido deixadas de lado durante a construção da feira. Acabou dando certo. Outro problema que se mostrou presente foi de rixas locais darem espaço para atitudes que ao nosso ver atrapalham a horizontalidade e liberdade. Mas a troca de experiências, de idéias e a vivência nos 4 dias foram motivadoras, construtivas e prazerosas.

Dissidência Muzikfesto

A idéia do festival surgiu do fato de que vários dos coletivos participantes também tocam em bandas, a oportunidade de encontro permitiu a construção do festival. Assim a contra cultura teve espaço para se manifestar em forma de som, expressão, e também de exposição de zines e outros materiais punks/anarcopunks. Houveram no festival também alguns problemas mas que foram superados. O primeiro deles foi de que algumas bandas cancelaram sua participação, e como tínhamos marcado 2 noites de festival por razão do numero de bandas os 2 dias não seriam mais tão necessários. O segundo problema foi que na primeira noite do festival ao chegarmos no local surpreendentemente estava já acontecendo um outro evento… questionamos a organização do local, mas muito mais a nossa organização, visto que foi difícil acreditar que aquilo estava acontecendo. Então descobrimos que é uma ocorrência comum naquele espaço. A solução que arranjamos foi de todas as bandas tocarem na noite seguinte, por sorte quem sabe, visto que o numero de bandas diminuído não faziam mais necessárias as 2 noites. Todxs participantxs e também o pessoal que veio para assistir o festival se mostraram muito compreensivxs. Conversamos sobre a falta de espaços autônomos para gigs e alguns problemas de se fazer som em bares. Dentro da realidade atual aqui da cidade, este bar é o mais interessante, e embora sujeitxs a situações como esta, temos uma certa abertura, as donas do espaço não cobram aluguel, tirando seu lucro apenas das bebidas e lanches que elas vendem. Isto juntamente com o equipamento ter sido cedido por um amigo, tornou possível dividirmos toda a bilheteria entre as bandas não locais. O festival contou com as bandas de fora Nieu Dieu Nieu Maitre, Revolta Popular e Gracias por Nada, e as locais, Digna Rábia, Conduta Destrutiva, Vapaus, Front Liberdade e Rima e Ferida (banda do nosso coletivo). A noite fechou a feira com muita celebração, som e troca de idéias.

A feira e o festival possibilitaram novas amizades e interações com pessoas que vivem distantes… o companheirismo, as descobertas de afinidades, e o estreitamento de relações entre amigxs mais próximxs também. Pensamos que isso fomenta as relações anarkikas e ajuda a divulgar o anarquismo e a contra cultura.

Que continuemos construindo e resistindo!

Liberdade! Anarquia! Feminismo!

seguem algumas fotos e o vídeo produzido pela AnarcoFilmes:





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2ª Feira do Livro Anarquista e Dissidência Muzikfesto!!!

Nos últimos meses temos estado organizando juntamente com outros grupos e indivíduos a segunda edição da Feira do livro Anarquista de Porto Alegre, e o festival que vai rolar durante a feira, o Dissidência Muzikfesto! Foi um longo caminho para construirmos a feira e o festival que este ano contam com a presença de varios coletivos de outras localidades também. Será uma programação diversa com muitos bate papos, oficinas, intervenções artísticas, bancas de livros, zines e materiais, difundindo as ideias anarquistas, promovendo troca, vivência e aproximação.
E agora falta apenas uma semana! Queremos convidar a todxs para juntxs participarem destes eventos!

Confira a programação da feira no site flapoa.deriva.com.br
e a programação do festival abaixo:

Domingo 13/11 tocam as bandas:

Gracias por Nada ///Brasília
Nieu dieu Nieu Maitre ///Curitiba
Ferida
Conduta Destrutiva
No Masters

Segunda 14/11 tocam:

Revolta Popular ///São Paulo
Lifelifters ///São Paulo
Flores do Holocausto /// Lajes
Tranca rua ///São Paulo
Digna Rabia
Vapaus

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Relato – 1ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre

A 1ª Feira do Livro Anarquista de PoA tava demais! Mesmo! muitas pessoas circularam e demonstraram seu interesse e algumas inclusive vieram de lugares distantes, como do interior do estado, do uruguai, de santa catarina, em fim!

Foram 3 dias de muitos livros, zines, trocas de ideias, experiências, relatos, sugestões, música e novas amizades! Tudo isso acompanhado sempre de muita comida! Além dos bate-papos rolaram as oficinas de stencil e de costura de livros com varixs interessadxs!

Os bate-papos estavam sempre com a sala cheia e com as mentes em turbilhões de idéias e percebeu-se uma vontade muito grande de todxs em interagir, propor, contribuir.

Valeu a todxs que participaram e fizeram da Feira uma realidade.

Conseguimos tirar algumas fotos, não tantas quanto agora vemos que poderíamos ter tirado, mas isso significa também que a intensidade de como aconteceram as coisas foi grande e o tempo para fotos foi menor.

http://www.flickr.com/photos/acaoantisexista/sets/72157625369610088/

os zines Nem Escravas Nem Musas #2 e Reagindo – auto defesa para mulheres de todas as idades também estavam presentes na feira. E agora estão disponíveis para download aqui na página, já prontos para impressão! E quem tiver interesse, adoraríamos trocar materiais, nos escreva e vemos uma forma de mandar esses e outros materiais via correio!

A 1ª Feira do Livro Anarquista de PoA tava demais! Mesmo! muitas pessoas circularam e demonstraram seu interesse e algumas inclusive vieram de lugares distantes, como do interior do estado, do uruguai, de santa catarina, em fim!

Foram 3 dias de muitos livros, zines, trocas de ideias, experiências, relatos, sugestões, música e novas amizades! Tudo isso acompanhado sempre de muita comida! Além dos bate-papos rolaram as oficinas de stencil e de costura de livros com varixs interessadxs!

Os bate-papos estavam sempre com a sala cheia e com as mentes em turbilhões de idéias e percebeu-se uma vontade muito grande de todxs em de interagir, propor, contribuir.

Valeu a todxs que participaram e fizeram da Feira uma realidade.

Conseguimos tirar algumas fotos, não tantas quanto agora vemos que poderíamos ter tirado, mas isso significa também que a intensidade de como aconteceram as coisas foi grande e o tempo para fotos foi menor.

http://www.flickr.com/photos/acaoantisexista/sets/72157625369610088/

os zines Nem Escravas Nem Musas #2 e Reagindo – auto defesa para mulheres de todas as idades também estavam presentes na feira. E agora estão disponíveis para download aqui na página, já prontos para impressão! E quem tiver interesse, adoraríamos trocar materiais, nos escreva e vemos uma forma de mandar os materiais via correio!

1ª Feira do Livro Anarquista de PoA

Nos dias 5, 6 e 7 de novembro estará acontecendo, no Espaço Libertário Moinho Negro (Rua Marcilio Dias, 1463) a 1ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre. Além da participação de diversas editoras anarquistas do Brasil, do Uruguai e da Argentina, haverá uma programação de música, oficinas, bate-papos e filmes. Convidamos a todxs xs interessadxs para que venham conhecer o espaço e acrescentar com sua presença e participação!

Nós estaremos propondo no domingo um diálogo sobre as conexões entre anarquismo e feminismo. Existe anarquismo sem feminismo? Qual a importância dos principios libertários para o feminismo contemporâneo? Estaremos também lançando os zines Nem Escravas Nem Musas #2 e Reajindo – Defesa pessoal para mulheres de todas as idades.

Para maiores informações consulte: http://flapoa.deriva.com.br/

Sexta- (5 de novembro)

*Abertura da Feira do Livro Anarquista
Horário: 19:00

*Espetáculo:
“O Homem Banda”, com Mauro Bruzza, da Cia. UmPédeDois

* Lançamento:
Dias de Guerra, Noites de Amor – Crimethinc e Zonas Autônomas – (vol. 2) – Hakim Bey, pela Editora Deriva

Sábado (6 de novembro)

*Oficina:
Costura de Livros sem frescura
Horário: 11h – 12:30
Proponente: Editora Deriva
Almoço Vegano
A partir das 13h

*Bate-papo:
Anarquismo e Geografia
Horário: 14:30 – 16:00
Convidado: Dilermano Cattaneo

*Bate-papo:
História pelos Anarquistas
Horário: 16:30 – 18:00
Convidado: Anderson Romário Pereira Corrêa

*Filme e bate-papo:
Ácratas
Horário: 19h

Domingo (7 de novembro)

*Oficina:
Stencil
Horário: 10:00
Proponente: Carol Flores

Almoço Vegano
A partir das 13h

*Bate-papo:
Anarcologia e Protopia
Horário: 14:30 – 16h
Convidado: Alt

*Bate-papo:
Política e Anarquismo
Horário: 16:30 – 18:00
Convidado: Bruno Lima Rocha

*Bate-papo:
Feminismo e Anarquismo
Horário: 18:30 – 20:00
Convidadxs: Ação Antisexista