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28 de Setembro Dia Latino Americano e Caribenho de Luta Pela Descriminalização do Aborto – Relato

28 de Setembro de 2014.

8:00h.Telefono para a companheira: – Passo aí pra pegar o material?
– Passa
8:45h. Mensagem pra outra companheira: – Onde estão?
– Buscando os equipamentos, já vamos para a Redenção.
– Ok! Nos vemos lá.

As 9:05 começamos a descarregar e montar as estruturas, colocar as faixas, barbante, tesoura, pedra, martelo.

O gerador!
Precisa de quatro!
Não só duas dá!
Não, três!
Homem: – deixa que eu pego
– Não obrigada.
Ligamos o gerador, testamos o microfone. Tudo funcionando.
Canetas, pranchetas. Começamos a recolher assinaturas de apoio a causa. Começam a faltar folhas do abaixo assinado. – Vamos imprimir! Companheiras imprimem em suas casas. Trazem.

O sol já tá bem forte. Ainda bem pois a previsão era de chuva o dia inteiro.

12h preciso de um café.
12:30h nos revezamos para fazer lanche.
Calor.

Pessoas vem para conversar, apoiam, assinam. Pessoas discordam também.
Companheira no megafone. Pessoas curiosas param e prestam atenção.
Mais assinaturas.
Sede. Esqueci de tomar água.

Começam os gritos de luta! Pessoas curiosas param e prestam atenção. Mulheres se juntam e cantam junto. Mulheres sorriem. Mulheres conversam. Mulheres opinam. Mulheres vem e vão. E apoiam e nos sentimos bem. E nos sentimos vivas.

14h aula pública. Atrasou um pouco.

Desmonta tudo. Tira faixas, guarda as estruturas, carrega para o carro que vem vindo!
Ai por mim as estruturas ficariam aqui no parque para sempre….
Pranchetas e canetas ficam!
Mais assinaturas.

Mais ou menos as 15h saída para a marcha. No carro elétrico…
Coloca as faixas!
Mais gritos de luta!
Mulheres falam! Mulheres caminham, mulheres cantam.
Mulheres sorriem. E se entusiasmam.
Meu coração também.

Companheira quer descer! Companheira quer subir! O carro em movimento.
– Não pode
– Ok não faremos de novo.
Tudo indo bem. Ao mesmo tempo uma confusão boa! Nada muito certinho nem monótono.
Alguém me diz que o caminhão (trio elétrico) pode virar! Ai como assim?Não é nada só se lotar. Mas tem que cuidar. Tudo balançando mesmo…

Meu primeiro carnaval.

Seguimos mais um pouco.
Rimos mais um pouco. Ouvimos mais um pouco. Gritamos mais um pouco.
Chegamos.
Tira as faixas.
Desce.
Homem estende a mão -Não, obrigada.

Arrumamos nossas coisas. Juntamos tudo, esperamos umas as outras.Vamos embora.
Ainda não, alguém tem coisas para nos dizer…
Estamos cansadas. Conversamos.
Certo agora vamos embora.
Sentamos num bar.

A chuva cai.

E sorrimos.

 

enilador.

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Ações Feministas em POA – Mês de março mês de Luta!

Informando algumas ações feministas importantes feitas na cidade de Porto Alegre no mês de luta das mulheres!

///Pelo dia 8 de março, as Mulheres Libertárias em Luta (coletivo formado por mulheres vindas de diferentes grupos) *mais uma vez modificaram os nomes de ruas por nomes de algumas mulheres que foram perseguidas, assassinadas e torturadas pelo regime militar na América Latina, trazendo este ano a memória dos 50 anos do golpe militar que não esqueceremos e não perdoaremos.

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Claudia Silva Ferreira também foi lembrada na ação por ter sido vítima da brutalidade da polícia militar cada vez mais acentuada nas favelas, Claudia foi baleada e arrastada pela viatura policial por 250 metros e não sobreviveu, no dia 16 de março deste ano.

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Também houve colagem pelas ruas da cidade deste cartaz!

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Nossos corpos não estão em Jogo!

 

///Na noite de 28 de março um grupo de mulheres entrou no Bar Opinião e pixou todo o banheiro, esta foi uma ação em solidariedade à Vanessa Ventura que foi agredida por um segurança desta casa noturna escrota. Vanessa entrou no banheiro com um amigo, ao sair da cabine ela viu um segurança ali dentro. Ela achou que o segurança iria reclamar com ela de ter entrado com o seu amigo, porém o que se sucedeu foi que o segurança pôs a mão por baixo da saia dela, ela regiu e deu um tapa no segurança que segurou a cabeça dela e bateu contra a parede. Ela saiu do banheiro correndo e gritando por ajuda mas foi impedida por outros seguranças, em suas próprias palavras:

“Saí do banheiro apavorada, gritando pra todos o que aconteceu e, com os amigos que esperavam ali fora,tentamos ir atrás dele. Os seguranças, para nossa surpresa, começaram a nos barrar, acobertando o ocorrido, nos impedindo de alcançar o agressor e de nos comunicarmos com um responsável pela festa e/ou estabelecimento (para que fossem tomadas devidas providências)”.

Sendo assim em solidariedade e resposta o banheiro do bar ficou assim:

 

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Na mesma noite rolou o escracho na frente da festa “Selva” que estava acontecendo no bar Caribe, O escracho rolou pois a divulgação da festa foi feita com cartazes misóginos e racistas. Leia a carta de denúncia.

Abaixo um dos cartazes de divulgação da festa com uma mulher branca pintada de preto para caracterizar uma mulher negra “selvagem”:

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Não Toleraremos! Seguiremos Denunciando!

Lugar de Mulher é na luta!

Machistas Não Passarão!

 

* ano passado algumas ruas de Porto Alegre também amanheceram com nomes de mulheres feministas, lutadoras, sobreviventes.
http://mulhereslibertariasemluta.blogspot.com.br/

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No Rest, Diatribe e Roots NR /// Hoje!

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A No Rest toca agora dia 31 de março!

E então seguimos como disse o Zé, na proximidade e na distância. E se passaram 25 anos… Engraçado ser esta a primeira vez que a gente fala nisso, acho que a gente nunca parou pra pensar no tempo e para comemorar o tempo. Isso não significa que não celebramos muitas coisas juntxs. Fizemos de diversas formas e cada gig não deixa de ser uma celebração, uma comemoração, um momento que sem entusiasmo não existiria. E sem xs amigxs e todas as pessoas que nos apoiam deste ou daquele jeito, não existiria.

O dia 31 marca os 50 anos do golpe militar. Nós nascemos na ditadura e sabemos ser importante manter a memória viva, lembrar a censura, xs desparecidxs, xs torturadxs, e os cruéis ataques aos movimentos sociais.  E neste dia escolhemos para também nos expressarmos tocando, gritando, sentindo, denunciando, celebrando a resistência, com revolta e com esperança.

Todxs lá! Dia 31 de Março no Signos Pub, começando às 21h em ponto! Tocam com a gente Diatribe de Santa Cruz do Sul e RootsNR aqui de PoA. O ingresso será R$12,00 e, como sempre, teremos banquinhas de materiais feministas, anarquistas, punx, patches, Lps e CDs!

http://norest.noblogs.org/

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Programação da 4ª FLAPOA – 15,16 e 17 Nov.

4ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre//15,16 e 17 Nov.

Não seremos massa de manobra!

Me encontro com sentimentos e pensamentos inquietantes. E sei que somos muitxs que assim se encontram. As manifestações contra o aumento da passagem me deram muita esperança, eu nunca pensei que fosse ver as pessoas reagindo tão sinceramente e bravamente nas ruas. Mas também assim como eu, muitxs estão indignadxs em nos depararmos com a tentativa de roubar do povo esta luta, que é sim contra o aumento da passagem. A mídia e a classe média estão tentando descaracterizar o movimento e tirar o protagonismo do povo,  pois este lhes convém que continuem à margem e à exploração e que não tenham voz nem razão.

Este movimento não é contra a “Corrupção”
Ao verem que milhares de pessoas estão indo as ruas, as alas conservadoras e de direita resolvem se apropriar e redefinir as demandas do movimento. Passam a dizer que este não é um movimento pelo passe livre e que “é muito mais”, que “o povo tá cansado de corrupção”. Mas este “muito mais” é na verdade “muito menos”. Qualquer tentativa de dizer que este movimento é contra a corrupção, torna a luta distante, difícil de ser combatida, já que todo mundo é contra a corrupção. Dizer que a luta é contra o governo -se subentende o governo vigente- passou a ser o novo jargão da direita oportunista. Esta tentativa de “ampliar”  as reivindicações é uma tentativa de ofuscar a luta contra o aumento das passagens como ela surgiu, e contra os gastos na Copa que ferem e subestimam a capacidade do povo de discernimento.

Oportunismo em utilizar o termo apartidário

A direita agora se utiliza do termo apartidário de forma oportunista e falsa, porque ela tem partido e tenta cooptar o movimento em favor de seus interesses enquanto partido político. Diz para nos uniformizarmos com uma única bandeira, a do Brasil, clamando o nacionalismo -que é um passo para o fascismo- que se opõe a nossa luta por igualdades e ignora que nossas reivindicações são internacionalistas. Este patriotismo surgido nas manifestações também ofusca a causa, por dizer “muda Brasil”, ou seja, não mude “apenas” o aumento da passagem, mude tudo, “mude de presidente”, quando não, “que volte a ditadura!”
Então nem precisamos mudar a tarifa da passagem, afinal o que são 20 centavos para o bolso da classe privilegiada? Então não precisamos lutar contra o aumento da passagem, porque temos coisas mais importantes para mudar!

Parem de dizer que o movimento é pacífico de forma mântrica

Só o que temos ouvido na mídia é que o movimento é pacífico e que uma minoria composta de “vândalxs” estão estragando as manifestações. É o novo mantra,  liga-se o rádio ou a televisão, se entra na internet e tá lá, “a manifestação era pacífica até que….” Até que o que? Que a polícia joga gás lacrimogênio nxs manifestantes para impedí-lxs de continuarem o protesto e como aconteceu aqui em Porto Alegre para nos impedirem de passarmos na frente da Zero Hora?  A manifestação era pacífica até que xs “vandalxs” e “saqueadorxs”  “injustificavelmente” confrontam o status quo e a violência da Polícia que está lhes descendo o pau?

“Sem violencia, Vandalismo Não!”

Nas manifestações de segunda feira um fenômeno decorrente da adesão dxs mais conservadorxs se mostrou muito presente. Pessoas preocupadíssimas com que as pixações “manchem a imagem” da manifestação e preocupadíssimas em serem mal interpretadas pela Polícia e pelos segmentos da sociedade. Pessoas entoando “sem violencia” ou “vandalismo não” para qualquer ato que não seja caminhar para frente, esquecendo-se de que são estxs vândalxs que estão lhes protegendo na linha de frente! São estxs vândalxs “violentxs” que defendem a manifestação das bombas de gás. Por que estas pessoas evitam criticar a violência policial que é contra PESSOAS e criticam e caracterizam como violência ações contra a propriedade privada, ou orgãos públicos que tem papel direto no preço das passagens, nos gastos com a Copa, e com a desigualdade entre as classes?
Tem um vídeo de São paulo que ilustra bem isto, um cara começa a pixar uma parede e é atacado com muita violência, empurrado, chutado e ameaçado! E onde está o grito “sem violência!”? Fica bem evidente que não é a violência o problema, a questão é pagar pau de “bonzinho”, porque afinal a “Polícia tá aí pra nos proteger né, afinal elxs ganham pouco também né, e elxs podem cometer violências porque elxs estão do lado da lei né”. Pois aqui em porto alegre na manifestação de quinta feira, apesar da mídia corporativa mentir descaradamente, o que aconteceu foi que os policiais começaram a jogar bombas de gás lacrimogênio de forma indiscriminada nxs manifestantes sem que estxs tivessem feito absolutamente nada. O vídeo veiculado pela própria mídia mostra imagens da polícia atacando primeiro, embora o texto do jornalista diz que a polícia revida, tentando sustentar uma mentira visível. E me digam por favor uma verdade, existe realmente equiparidade entre Polícia com escudos, capacetes, proteção e armas “não letais” que muitas vezes matam e manifestantes com lenços envoltos em vinagre?

Gás lacrimogenio- efeito moral….

Sim, o gás lacrimogenio tem um efeito moral. Porém, este efeito moral é decorrente de ameaça a integridade física, ele ataca fisicamente e quimicamente os corpos em graus mais ou menos sérios de acordo com a exposição. As bombas de efeito moral, são bombas materializadas, não são palavras ditas pela polícia como faz parecer o termo “efeito moral”. Elas tem objetivo de impedir, causar danos físicos e dispersar, ou seja enfraquecer a coesão entre manifestantes. De cima de um helicóptero ou do estúdio da TV pode bem parecer apenas uma bomba de “efeito moral”.

Não é o momento de recuar!

Não, este não é o momento de deixarmos às ruas, este não é o momento de cedermos terreno para a direita, a luta é historicamente nossa e não deixaremos que se apropriem! Não seremos massa de manobra!

por E.D.

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Terráqueos e bate papo sobre Veganismo dia 18

Seguindo com a atividade da terceira quinta feira do mês do nosso coletivo no Espaço Deriva, estaremos no dia 18 passando o documentário Terráqueos, seguido de bate papo sobre Veganismo.

Abaixo o cartaz com a programação completa deste mês de abril na Deriva que tem como tema a Alimentação.

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Chamada para ato público – 8 de março é luta!

8 de março é dia Internacional da Mulher, porém não é dia de comemoração e sim dia de luta! É dia para refletirmos sobre as opressões que nós mulheres somos submetidas e manifestarmos nosso descontentamento.

Estaremos amanhã reunidas nos manifestando no Largo Glenio Peres às 17h.

Venha para a luta!

Leia mais no panfleto da mani! panfleto8março

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Começando as atividades do mês de luta das mulheres!

3ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre- Relato

A Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre vem acontecendo anualmente desde 2010,  neste ano chegou à sua terceira edição.

A Feira foi bastante interessante, e bem diferente por ter acontecido num espaço público. Nas nossas reuniões até decidirmos pelo Gasômetro, a opinião geral de todos os coletivos envolvidos, era de fortalecer os espaços anarquistas da cidade, por isso a dúvida entre estes espaços e um espaço público gestionado pela prefeitura. O limite de espaço físico e outras questões nos fizeram optar pelo Gasômetro, um centro cultural. Tirado isso, com questionamentos e crítica, passamos a ver as vantagens, uma delas a do acesso ao anarquismo para todxs. Muito além de uma palavra ou teoria, este acesso se mostrou verdadeiro na prática, muitas pessoas que por ali circularam, e embora muitas sem intenção de irem à feira, acabaram entrando em contato com o anarquismo, participando de alguma forma, simpatizando ou mesmo não concordando.

As bancas com livros, zines, revistas e materiais diversos se propuseram mais do que à exposição, mas à interação e muito debate, ao fluxo de pessoas e idéias, e às impressões com tudo isso, como espaços assim costumam ser. As oficinas rolavam nos arcos, uma extensão do espaço das bancas, e no píer, com muito calor e vento.  Foi bonito de ver e participar deste ambiente, meio caótico, intenso, barulhento e por isso mesmo necessário, pra mexer com o conforto e o previsível.

Houveram duas oficinas fechadas para mulheres e uma para homens. E isso novamente mexeu com as pessoas, gerou discussão e desconforto. Bem, oficina para mulheres sempre é questionada, tratada como algo sectário. A sociedade é sectária, nos divide em seres binários, bipolariza nossas ações, sentidos e emoções em função de gênero, e é por isso que precisamos nos organizar muitas vezes entre nós mesmas para decidirmos pelos problemas das quais apenas nós passamos, para não dizer sofremos. Desta forma, proporcionamos e incentivamos que sejamos as agentes das decisões que dizem respeito a nós somente, coisa que a sociedade não nos incentiva a fazer, pelo contrário, padroniza que nossas vidas estejam nas mãos de nossos pais, irmãos, maridos e também filhos (mostrando quanto o sistema de hierarquias é “flexível”), sendo eles os que “sabem o que é melhor para nós”, tomando decisões que nos dizem respeito.

A oficina para homens foi menos questionada, mas ainda assim com alguns olhares tortos. Algumas oficinas somente para homens têm intenção de vitimizar os homens e ofuscar os problemas das mulheres, ou mesmo ser uma “resposta” ao feminismo – como se o feminismo fosse um assunto isolado, ou que defendesse a superioridade das mulheres – designando que os homens passam por problemas opostos proporcionalmente iguais, ignorando os privilégios dos quais os homens detêm, mesmo quando a seu contragosto.  Que os homens passam por problemas de gênero, isto é inegável, mas de um ponto de vista privilegiado, o que difere bastante as experiências que vivem, mesmo que nem sempre positivas. Não foi o caso desta oficina, que pelo contrário, propôs a desconstrução da masculinidade e reflexão dos privilégios masculinos.

Ainda sobre as questões de gênero, das quais nosso coletivo propõe trazer para o debate como parte da luta anarquista, nossa banca foi bastante freqüentada por aquelxs que se afinizam e se interessam pelo anarcofeminismo, e tivemos a oportunidade de conversar bastante e conhecer pessoas e coletivos, o que sempre nos deixa muito motivadxs. Alguns homens porém  a repudiaram. Não digo pessoas porque foram alguns homens apenas que na feira criticaram o conteúdo anarcofeminista da nossa banca, ou que expuseram isso, talvez porque os homens se sintam mais à vontade de fazerem críticas, ou porque de alguma forma sentiram ameaçadas suas crenças. Muitas das interações foram no sentido de explicarmos o porquê das nossas reivindicações e fomos acusadxs de nos focarmos numa coisa só. Pra começar nós não estamos focadxs numa coisa só, pelo contrário, a intenção é incluir o feminismo como questão fundamental na luta por igualdades, nós realmente não acreditamos em anarquismo sem feminismo. É muito cansativo ver que ainda existe a idéia que temos que esquecer as diferenças e nos unirmos por uma causa “mais importante”- neste caso a anti-civilização. Por que haveríamos nós de deixarmos de lado os males que nos afligem?  Quem decide qual causa é mais importante para quem, x oprimidx ou quem tem o poder em suas mãos para oprimir? As distintas lutas ao contrário de se divergirem se conectam. Não pode ser mais incoerente reivindicar “união” por uma causa – que alguém julga mais importante – porque ela afasta, ela não mostra compaixão ou companheirismo, ela se disfarça em união com o único propósito de que esqueçamos das nossas lutas específicas, do tratamento e oportunidades diferenciados que temos, para nos transformarmos em massa de manobra. A solidariedade é uma das questões mais importantes do anarquismo, se não sabemos nos solidarizar, se não podemos compreender as dificuldades pelas quais não passamos e as reivindicações que surgem dessas dificuldades, estaremos sendo insensíveis e incoerentes enquanto anarquistas. A solidariedade derruba dogmas e instituições, as ameaça e enfraquece, por isso se diz que a solidariedade é uma arma.

Mas podemos dizer que muito mais foram as pessoas que se interessaram positivamente, muitxs foram xs que gostaram das bancas, materiais e das oficinas sobre gênero e que comentaram que estavam entusiasmadxs por verem na feira o feminismo tão presente.

A Feira rolou intensa. Importante dizer que mais uma vez foi fundamental a colaboração das pessoas que vieram de outras localidades, diversificando o espaço e tornando-o mais atrativo, além de propiciar os intercâmbios diversos. A feira aconteceu, e nos faz refletir de sua importância quanto a um espaço para encontro, troca e difusão das idéias libertárias. Que as feiras anarquistas continuem se espalhando pelo mundo.

Enila Dor.
ação anti sexista
26.12.2012

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