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Manifesto Pelo Aborto Legal, Seguro e Gratuito Já!

MANIFESTO PELO ABORTO LEGAL, SEGURO E GRATUITO JÁ!

O aborto é uma realidade na vida das mulheres no mundo inteiro e no Brasil não é diferente. A pesquisa nacional de aborto de 2016 diz que aproximadamente 1 a cada 5 mulheres de até 40 anos já abortou no Brasil. Porém como as mulheres abortam clandestinamente o número das que abortam, certamente é ainda maior.

O debate, portanto, não pode ficar em torno de ser a favor ou não do aborto. A questão é se vamos compactuar com que milhares de mulheres continuem morrendo por aborto clandestino e inseguro no Brasil. O aborto é uma questão de saúde pública, pois as mulheres morrem em decorrência da forma precária como os procedimentos são feitos. Além de arriscarem suas vidas, as mulheres também podem ser punidas, pois o aborto é crime no Brasil, algo que fere os direitos das mulheres.

As mulheres exigem seus direitos sexuais e reprodutivos respeitados e para isso precisam da liberdade de decidir sobre seus próprios corpos, a sua vida, sua dignidade e privacidade – seus direitos fundamentais dependem disso. A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 – CF/88 que institui o Estado Democrático de Direito garante esses direitos as mulheres, bem como diversas Convenções Internacionais que o Brasil é signatário dispõe sobre o direito e autonomia das mulheres

A OMS – Organização Mundial da Saúde – afirma que mais de 25 milhões de abortos acontecem anualmente no mundo, e mais de 90% desses abortos acontecem na África, Ásia e América Latina. Afirma ainda que a proibição não reduz o número de abortos, que pelo contrário, houve a redução de mortes de mulheres e gastos na saúde em países que legalizaram o aborto, pois quando o assunto deixa de ser tabu existe uma abertura para que sejam feitas conjuntamente campanhas educativas.

A Organização das Nações unidas – ONU explica que quando o aborto ocorre de acordo com as diretrizes e padrões da OMS, o risco de complicações ou de morte é insignificante. No Brasil a maior parte das mulheres criminalizadas e mortas por abortos clandestinos e inseguros são mulheres da classe trabalhadora, negras, do norte e nordeste, mas o aborto é uma realidade de todas as mulheres em todos os lugares do Brasil e do mundo.

Proibir e criminalizar mulheres por interromperem uma gestação indesejada viola seus direitos humanos. O Estado privar qualquer mulher de decidir sobre seu corpo, sobre sua vida, viola direitos constitucionais, e isso é um crime do Estado. Por isso lutamos por um aborto legal, seguro e gratuito no Brasil e no mundo, para que mulheres parem de morrer e tenham autonomia para decidir.

FRENTE PELA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO – RS

Porto Alegre, julho de 2018.

2º Grande Ato Pela Legalização do Aborto – POA

Chamada Para o Ato do dia 19 de Julho!!

Mulheres de luta!
Nosso ato de 22 de junho foi lindo!
Irmanadas com mulheres de várias cidades e estados brasileiros, fomos milhares nas ruas, em defesa da autonomia de decisão sobre nossos corpos.
Agora estamos nos aproximando das datas das audiências do STF acerca da ADPF 442, que incide sobre a descriminalização do aborto em nosso país.
É chegado o momento de voltarmos ao espaço público para defendermos o aborto legal, seguro e gratuito!!

Venha para o Ato que acontece no dia 19 de Julho às 17h na Esquina Democrática!!

Frente Pela Legalização do Aborto – RS

 

28 de Setembro Dia Latino Americano e Caribenho de Luta Pela Descriminalização do Aborto – Relato

28 de Setembro de 2014.

8:00h.Telefono para a companheira: – Passo aí pra pegar o material?
– Passa
8:45h. Mensagem pra outra companheira: – Onde estão?
– Buscando os equipamentos, já vamos para a Redenção.
– Ok! Nos vemos lá.

As 9:05 começamos a descarregar e montar as estruturas, colocar as faixas, barbante, tesoura, pedra, martelo.

O gerador!
Precisa de quatro!
Não só duas dá!
Não, três!
Homem: – deixa que eu pego
– Não obrigada.
Ligamos o gerador, testamos o microfone. Tudo funcionando.
Canetas, pranchetas. Começamos a recolher assinaturas de apoio a causa. Começam a faltar folhas do abaixo assinado. – Vamos imprimir! Companheiras imprimem em suas casas. Trazem.

O sol já tá bem forte. Ainda bem pois a previsão era de chuva o dia inteiro.

12h preciso de um café.
12:30h nos revezamos para fazer lanche.
Calor.

Pessoas vem para conversar, apoiam, assinam. Pessoas discordam também.
Companheira no megafone. Pessoas curiosas param e prestam atenção.
Mais assinaturas.
Sede. Esqueci de tomar água.

Começam os gritos de luta! Pessoas curiosas param e prestam atenção. Mulheres se juntam e cantam junto. Mulheres sorriem. Mulheres conversam. Mulheres opinam. Mulheres vem e vão. E apoiam e nos sentimos bem. E nos sentimos vivas.

14h aula pública. Atrasou um pouco.

Desmonta tudo. Tira faixas, guarda as estruturas, carrega para o carro que vem vindo!
Ai por mim as estruturas ficariam aqui no parque para sempre….
Pranchetas e canetas ficam!
Mais assinaturas.

Mais ou menos as 15h saída para a marcha. No carro elétrico…
Coloca as faixas!
Mais gritos de luta!
Mulheres falam! Mulheres caminham, mulheres cantam.
Mulheres sorriem. E se entusiasmam.
Meu coração também.

Companheira quer descer! Companheira quer subir! O carro em movimento.
– Não pode
– Ok não faremos de novo.
Tudo indo bem. Ao mesmo tempo uma confusão boa! Nada muito certinho nem monótono.
Alguém me diz que o caminhão (trio elétrico) pode virar! Ai como assim?Não é nada só se lotar. Mas tem que cuidar. Tudo balançando mesmo…

Meu primeiro carnaval.

Seguimos mais um pouco.
Rimos mais um pouco. Ouvimos mais um pouco. Gritamos mais um pouco.
Chegamos.
Tira as faixas.
Desce.
Homem estende a mão -Não, obrigada.

Arrumamos nossas coisas. Juntamos tudo, esperamos umas as outras.Vamos embora.
Ainda não, alguém tem coisas para nos dizer…
Estamos cansadas. Conversamos.
Certo agora vamos embora.
Sentamos num bar.

A chuva cai.

E sorrimos.

 

 

 

Ações Feministas em POA – Mês de março mês de Luta

Informando algumas ações feministas importantes feitas na cidade de Porto Alegre no mês de luta das mulheres!

///Pelo dia 8 de março, as Mulheres Libertárias em Luta (coletivo formado por mulheres vindas de diferentes grupos) *mais uma vez modificaram os nomes de ruas por nomes de algumas mulheres que foram perseguidas, assassinadas e torturadas pelo regime militar na América Latina, trazendo este ano a memória dos 50 anos do golpe militar que não esqueceremos e não perdoaremos.

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Claudia Silva Ferreira também foi lembrada na ação por ter sido vítima da brutalidade da polícia militar cada vez mais acentuada nas favelas, Claudia foi baleada e arrastada pela viatura policial por 250 metros e não sobreviveu, no dia 16 de março deste ano.

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Também houve colagem pelas ruas da cidade deste cartaz!

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Nossos corpos não estão em Jogo!

//Na noite de 28 de março um grupo de mulheres entrou no Bar Opinião e pixou todo o banheiro, esta foi uma ação em solidariedade à Vanessa Ventura que foi agredida por um segurança desta casa noturna escrota. Vanessa entrou no banheiro com um amigo, ao sair da cabine ela viu um segurança ali dentro. Ela achou que o segurança iria reclamar com ela de ter entrado com o seu amigo, porém o que se sucedeu foi que o segurança pôs a mão por baixo da saia dela, ela reagiu e deu um tapa no segurança que segurou a cabeça dela e bateu contra a parede. Ela saiu do banheiro correndo e gritando por ajuda mas foi impedida por outros seguranças, em suas próprias palavras:

“Saí do banheiro apavorada, gritando pra todos o que aconteceu e, com os amigos que esperavam ali fora,tentamos ir atrás dele. Os seguranças, para nossa surpresa, começaram a nos barrar, acobertando o ocorrido, nos impedindo de alcançar o agressor e de nos comunicarmos com um responsável pela festa e/ou estabelecimento (para que fossem tomadas devidas providências)”.

Sendo assim em solidariedade e resposta o banheiro do bar ficou assim:

 

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Na mesma noite rolou o escracho na frente da festa “Selva” que estava acontecendo no bar Caribe, O escracho rolou pois a divulgação da festa foi feita com cartazes misóginos e racistas. Leia a carta de denúncia.

Abaixo um dos cartazes de divulgação da festa com uma mulher branca pintada de preto para caracterizar uma mulher negra “selvagem”:

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* ano passado algumas ruas de Porto Alegre também amanheceram com nomes de mulheres feministas, lutadoras, sobreviventes.
http://mulhereslibertariasemluta.blogspot.com.br/

 

4ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre//15,16 e 17 Nov.

 

Chamada para ato público – 8 de março é luta!

8 de março é dia Internacional da Mulher, porém não é dia de comemoração e sim dia de luta! É dia para refletirmos sobre as opressões que nós mulheres somos submetidas e manifestarmos nosso descontentamento.

Estaremos amanhã reunidas nos manifestando no Largo Glenio Peres às 17h.

Venha para a luta!

Leia mais sobre aqui panfleto8março

 

Estratégias de mobilização Anarquista Feminista na 3ª FLAPOA

Hoje no segundo dia da 3ª FLAPOA além da exposição de materiais anarquistas e feministas durante todo o dia, seguem as oficinas e bate papos, filme e intervenções artísticas, confira toda a programação no site da feira flapoa.deriva.com.br/

Às 19h rola um bate papo, somente para mulheres:

Estratégias de mobilização Anarquista Feminista
Propostas para construção de rede anarquista e feminista, bate papo sobre novas (e velhas) táticas de ação, mobilização e propagação das idéias anarquistas em uma perspectiva feminista.

 


3ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre

A Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre chega a sua 3ª edição, e este ano acontece nos dias 16, 17 e 18 de novembro.

Este ano, diferente dos anos anteriores, a feira se realizará no Gasômetro, um espaço público e central da cidade, exercitando novas maneiras de construção da feira e interação com a comunidade.

Como nas primeiras duas edições, a 3ª FLAPOA conta com propostas de coletivos locais e também de outros lugares, promovendo a troca e a mobilidade.

Haverá exposição e venda de livros, zines e materiais diversos durante todo o evento, que incluirá oficinas, debates e bate papos, música, teatro, e filmes que serão exibidos na sala de cinema do local.

Venha participar e contribuir com a 3ª FLAPOA!

Confira a programação completa e atualizações no site flapoa.deriva.com.br

 

2ª Feira do Livro Anarquista e Festival

Confira a programação da feira no site flapoa.deriva.com.br
e a programação do festival abaixo:

Domingo 13/11 tocam as bandas:

Gracias por Nada ///Brasília
Ferida
Conduta Destrutiva
No Masters

Segunda 14/11 tocam:

Revolta Popular ///São Paulo
Lifelifters ///São Paulo
Flores do Holocausto /// Lajes
Tranca rua ///São Paulo
Digna Rabia
Vapaus

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Chega de silêncio! 47 anos do golpe militar

Hoje tem ato político lembrando os 47 anos do golpe militar, completados amanhã. dia 1° de abril de 1964 os militares tomaram o poder.

os crimes cometidos na ditadura militar continuam selados, escondidos.

o ato é em memória as milhares de pessoas torturadas, perseguidas, assassinadas, desaparecidas, e às mulheres violentadas nas salas de tortura.

a denúncia quebra o silêncio

venha para o ato que acontecerá as 18h na esquina democrática

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