pensamento.sentimento. possibilidade mutável.

Feminismo é o sentimento e luta contra o que nos oprime, contra a idéia de que nós mulheres somos seres inferiores. Nunca me senti assim, nunca acreditei que meus pensamentos, vontades, necessidades e atitudes devessem ser limitados pela minha condição biológica.

Feminismo é a não limitação de si mesma e lutar para derrubar os muros erguidos pelo patriarcado, que se extendem em todas as esferas das nossas vidas de forma a nos subjugar, descriminar, objetificar nossos corpos, tirar nossa autonomia e auto-confiança, para que sejamos eternas escravas e dependentes dos que detêm e querem manter o poder.

Feminismo é a resposta a exploração e a violência física e psicológica das quais sofremos. É retomar o que nos é tirado todos os dias. Feminismo é libertação. Feminismo é liberdade.

Aline

Nem Escravas, Nem Musas – Radio Antena Negra 92,5

Ação Antisexista tá com o programa Nem Escravas Nem Musas na Rádio Antena Negra. O programa consiste em trazer noticias relevantes sobre machismo, misoginia, contextualizar e polemizar fatos e noticias que passariam desapercebidos nessa vastidão de informação desconexa, e  entre uma noticia e outra tocar bandas feministas e bandas com integrantes mulheres.

O programa vai ao ar toda terça-feira, a partir das 20h30 até as 22h30 e pode ser ouvido diretamente no seu rádio pela FM 92,5 se você mora na região central de porto alegre ou então pela internet de qualquer lugar do planeta. Para ouvir pela internet e para mais informações acesse http://antena-negra.noblogs.org.

 

Luta

Mais um dia 8 de março. E muitos virão. Pois a luta é inevitável e a realidade precisa ser alterada.
Mais um dia. Não para comemorar. Para resistir à opressão e lutar.

E cada rosto coberto, cada pulso erguido representa todas mulheres. Oprimidas, violentadas, descriminadas, ameaçadas, não ouvidas. Repudiamos o patriarcado, lutaremos até que nenhuma mulher seja subjugada. Lutamos porque essa é a nossa realidade, cruel. Porque é impossível seguir em falsa igualdade alcançada apenas no contexto capitalista de que hoje a mulher conquistou seu espaço. Primeiro porque isso não é a realidade de todas, nem em todos os setores de suas vidas. Segundo porque não queremos nos igualar aos conceitos opressores de uma sociedade baseada na competitividade e na falsa democracia.

Não queremos alternância de poder, queremos derrubá-lo. Acreditamos na autonomia, liberdade e horizontalidade.
Não vamos nos calar e manter a ordem, ao contrário seguiremos confrontando. Todos os dias, porque assim se faz necessário.